sexta-feira, 9 de setembro de 2011

segunda-feira, 1 de agosto de 2011



Agora, entre eu e ele, existia apenas um dilema. Me afogava ou não me afogava?

Lua


Esse é um desabafo atemporal, sempre me vejo seguindo pelo mesmo caminho das outras vezes, e pareço rodar em volta de mim mesmo, eu não consigo parar de me apaixonar, de cometer o mesmo erro de excessos e depois destruir tudo que conseguir colocar em pé, é uma completa paranóia!!! Eu sou do tipo de pessoa que fala, e de certo fato ACHA, este sentimento de amor, um tanto quanto piegas, já dizia Fernanda Young "A importância dada ao amor, pelas pessoas é absurda"... Mas o que fazer? Não há de se ter graça na vida, se não estarmos envolvidos, se não nunca nos apaixonarmos. Será que a gente paga pelas decepções cometidas com as pessoas do passado, com as pessoas do presente e do futuro, uma espécie de Karma do amor? De chamar o azar? Eu não sei. Mas esta parecendo que é isso. Eu quero falar do último, como sempre, eu só falo do último, acho que enfim, estou começando a esquecer o penúltimo. O nome dele pode ser Luis, Lucas, Leo, algo com L, pode ser até a Lua, mas tem que ser com L. Conheci ele em 2009, na verdade, ficamos em 2009, na balada, ele tinha 17 e eu 20 - STOP NOW: sim, eu sei que ele era muito novinho pra mim e talz -, mas em uma balada você não tem um crachá com idade de todo mundo, então a gente se pegou, mas só nos pegamos, trocamos contatos e eu sumi. Sim, eu sumi, ele se apaixonou, é claro, aquela velha história da incoerência de gostarmos sempre de quem não gosta da gente, não vou mentir que a idade dele foi o que mais me assustou, mas foi. Continuandooo, 2011, no mês de julho, especificamente, voltamos a conversar, e pimba, me apaixonei por ele, pelo jeitinho de ver a vida, de observar as pessoas, pela inocência do garoto que agora estava com 20 anos completos, e foi num desses papos que eu soube que ele havia tido uma paixonite por mim, e achei isso a coisa mais fofa, alguém que gostou do que estava subvertido. Mas como toda relação minha tem um detalhe, toda essa paixão formada estava circundada por redes de internet e telefones, sem contato físico, tudo imaginativo, bem do jeito que o pobre de MIM adora neh. Mas, ai veio aquele estado de compulsividade que eu ainda não aprendi a controlar dentro do meu ser, de falar tudo o que pensa, de não fazer os jogos de sedução, e acabei dando muita atenção, muita segurança pro menino e pronto, a Lua fugiu, se assustou, perdeu a graça e mudou de cor, ficou pretinha no meio do ceú, também pretinho, e eu sozinho... Na verdade nem senti muito, mas como eu já havia dito, eu precisava desabafar, e mesmo que não tenha sido importante, pra mim, foi a melhor coisa que eu nunca tive, e eu acho, que pra ele, eu vou ser a melhor coisa que ele nunca teve... Espero que o próximo tenha mais graça.

domingo, 12 de junho de 2011

Não




E esse sentimento de vazio dentro de mim, que estranhamente dessa vez não dói, é como se realmente eu não me reconhecesse, como se fora todo o tempo um passageiro que depois de muito anos retorna a sua casa e sorri sem graça para quem há muito tempo não se via, não se recorda. Como se fosse uma amnésia descomplicada que vai passar, hoje eu posso não me preocupar em não ser real, sem culpas.

domingo, 5 de junho de 2011

O Menino

Era uma vez uma cidade inteira de meninos, mas foi numa noite de janeiro que nasceu um menino com as pernas maiores que o corpo inteiro, por isso ele olhava tudo de cima, e tropeçava, como tropeçava... Ele tinha braços longos também, e com eles abraçavam o mundo inteiro, sorria pra tudo e tinha beijos igual aos das virgens curiosas, dessas que espreitam nas janelas. Seus cabelos tinham cheiro de cupuaçu e o pescoço cheirava a folha de laranjeira, e às vezes até mesmo a melância. O menino, de fato, já havia nascido velho, no seu primeiro aniversário talvez já tivesse uns 100 anos, ou menos, mas isso não o tornava uma pessoa pesada, mas leve, parecia não ter fundo pra felicidade, ele parecia não ter problemas, mas talvez só parecesse ser assim, e não fora nada disso. Ele não era tão bonito, e nem diziam que era tão feio, mas enganava com o seu rosto pintado à mão. Um belo dia o menino amou tanto, sentiu tanto, que acabou morrendo feliz, e infeliz os outros meninos ficaram, esperando um outro dia de janeiro, pra nascer um outro menino com as pernas maiores que o corpo inteiro, e de coração vermelhinho igual pitanga.

Um país de mim mesmo, onde eu seria o presidente, o estado, toda a nação. As minhas regras, o meu poder, tudo meu. Meu coração seria meu distrito, e minha alma o litoral. Minha cabeça a guarda federal, protegida por anjos e por Vênus. Em minha pele e em meus olhos você veria a população multiculturada e colorida. A minha boca ecoaria hinos de todos os municípios, e no fim a minha própria música. Eu teria meu próprio equador e seria de câncer e de capricórnio. Um lugar dentro de mim só para mim.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Não se vá, porque se for muito longe não vou atrás. Ao avesso só de perto, no contrário eu te acho.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Fascínio de número 2




Sua voz tem sabor de alguma coisa que nunca provei, uma fruta perdida no paraíso, provavelmente esquecida, algo que cure doenças e liberta os sentidos. Até mesmo seu reflexo em outra íris não me constrange, me faz lhe querer mais, e assim mais me escondo. Todo o seu jeito, e seu entusiasmo, de menino, de homem, coisas suas, que tanto desejo, e que tanto zelo faz de você meu vício mais simples e mais delicioso.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Estante



Na cama, deitados, você passava a mão em meus cabelos e parecíamos viajar em sonhos malucos, em verdades de ninguém, e em meio a conversas proibidas você me perguntava:
- Você Gosta de mim?
E então falei sem pensar:
- Gosto. - pensei e completei. - Às vezes!
Com um sorriso contente, você continuava a me acariciar, se sentindo confortável com a resposta.
Mas eu não te amava, era cômodo estar com você, mas não era amor, não tinha como um coração que você magoou voltar a ter os mesmos sentimentos de antes, me dava medo a sensação de não saber que horas você iria mudar de idéia e me colocar de novo na sua estante entre seus livros de Nietzsche, e que horas você iria se cansar de brincar comigo, não se é possível construir um sentimento por você porque afinal eu tinha ressentimentos, eu não posso continuar a me diminuir pra estar com você. Então meu caro, a resposta correta a sua pergunta seria sempre "Eu não gosto de você, porque afinal eu gosto de mim!".
Mas ainda assim espero termos nossa música.

sábado, 28 de maio de 2011

Fascínio de número 1




O olhar cor de vento que dizia que eu nunca iria amar uma mão inquieta se calou, parei de falar com os olhares, com medo das traduções possíveis deste olhar, não falo nem mais com o sorriso, nem gestos e calculo o que a minha boca as vezes vomita, arrasto meus sentimentos dentro de mim como se você fosse um santo e eu um pecado. Dentro do seu torax há a coisa mais bonita que já vi em vida, mais até mesmo que teu rosto, mais do que você pensa e mostra. Sim, hoje eu amo uma mão inquieta, que segura um cigarro, o tempo e o meu coração.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Promessa



Vou dar um tempo à carência, fingir um pouco de amor-próprio, e me entregar a quem eu quiser. Talvez até me sujar um pouquinho, de vodka e café... E ser igual. I promess.