segunda-feira, 1 de agosto de 2011



Agora, entre eu e ele, existia apenas um dilema. Me afogava ou não me afogava?

Lua


Esse é um desabafo atemporal, sempre me vejo seguindo pelo mesmo caminho das outras vezes, e pareço rodar em volta de mim mesmo, eu não consigo parar de me apaixonar, de cometer o mesmo erro de excessos e depois destruir tudo que conseguir colocar em pé, é uma completa paranóia!!! Eu sou do tipo de pessoa que fala, e de certo fato ACHA, este sentimento de amor, um tanto quanto piegas, já dizia Fernanda Young "A importância dada ao amor, pelas pessoas é absurda"... Mas o que fazer? Não há de se ter graça na vida, se não estarmos envolvidos, se não nunca nos apaixonarmos. Será que a gente paga pelas decepções cometidas com as pessoas do passado, com as pessoas do presente e do futuro, uma espécie de Karma do amor? De chamar o azar? Eu não sei. Mas esta parecendo que é isso. Eu quero falar do último, como sempre, eu só falo do último, acho que enfim, estou começando a esquecer o penúltimo. O nome dele pode ser Luis, Lucas, Leo, algo com L, pode ser até a Lua, mas tem que ser com L. Conheci ele em 2009, na verdade, ficamos em 2009, na balada, ele tinha 17 e eu 20 - STOP NOW: sim, eu sei que ele era muito novinho pra mim e talz -, mas em uma balada você não tem um crachá com idade de todo mundo, então a gente se pegou, mas só nos pegamos, trocamos contatos e eu sumi. Sim, eu sumi, ele se apaixonou, é claro, aquela velha história da incoerência de gostarmos sempre de quem não gosta da gente, não vou mentir que a idade dele foi o que mais me assustou, mas foi. Continuandooo, 2011, no mês de julho, especificamente, voltamos a conversar, e pimba, me apaixonei por ele, pelo jeitinho de ver a vida, de observar as pessoas, pela inocência do garoto que agora estava com 20 anos completos, e foi num desses papos que eu soube que ele havia tido uma paixonite por mim, e achei isso a coisa mais fofa, alguém que gostou do que estava subvertido. Mas como toda relação minha tem um detalhe, toda essa paixão formada estava circundada por redes de internet e telefones, sem contato físico, tudo imaginativo, bem do jeito que o pobre de MIM adora neh. Mas, ai veio aquele estado de compulsividade que eu ainda não aprendi a controlar dentro do meu ser, de falar tudo o que pensa, de não fazer os jogos de sedução, e acabei dando muita atenção, muita segurança pro menino e pronto, a Lua fugiu, se assustou, perdeu a graça e mudou de cor, ficou pretinha no meio do ceú, também pretinho, e eu sozinho... Na verdade nem senti muito, mas como eu já havia dito, eu precisava desabafar, e mesmo que não tenha sido importante, pra mim, foi a melhor coisa que eu nunca tive, e eu acho, que pra ele, eu vou ser a melhor coisa que ele nunca teve... Espero que o próximo tenha mais graça.