domingo, 12 de dezembro de 2010

Dor


No momento em que você sofre uma perda, ocorre um série de transformações bioquímicas em nosso organismo, por esses sentimentos não serem esperados, eles não estão trabalhados na nossa mente. Essa insatisfação leva a um aumento dos hormônios aldosterona e adrenalina, que conseguem aumentar seu ritmo cardíaco, levando a uma sensação de choque. Sua pressão aumenta literalmente provocando uma dor caracterizada como dor central, não patológica. Essa dor pendura por um tempo, e depois, ela pára pelo próprio efeito rebote da aldosterona, que estimula a liberação de cortisol, levando a um tipo de anestesia fisiológica, e então seu corpo entra em um estado de ausência, e nos sentimos vazios por um momento, porque já estávamos acostumados com essa dor. Nesse momento, parece tudo parar, você não sente mais a vontade de comer, de se movimentar, é o nosso corpo nos poupando de um maior desgaste fisiológico. Concluímos então o seguinte, a perda é cruel, mas só com ela aprendemos a valorizar a falsa paz que nosso corpo pode nos proporcionar. Basta agora saber lidar com as outras transformações não fisiológicas, essa sim é a verdadeira dor.

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